quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

:(


Saudades do meu Pirucinhas :(

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


Espero que este blog não se torne deprimente... :S

A razão


A vida tem razões que a própria razão desconhece e só a vida é que sabe...

Tarde de estudo...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Aberração!!


Não consigo achar palavras para definir o que aconteceu ontem.

Eu tenho um novo prof a uma disciplina que é um gajo que eu praxei!!!!!!

O quêêêêêêêêêêêê?????

Não consigo mesmo definir...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vida


Oh sol, onde estás?...

A mentira


Enganar os outros e a mim mesma... pelo menos enquanto acreditar na minha própria mentira sou forte.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Amor e uma cabana


Todos dizem que os seus desejos e sonhos na vida são simples, "somente quero amor e uma cabana".
O ser humano é realmente pouco criativo, todos têm a mesma aspiração, aposto que 2/3 das moedas atiradas às fontes em troca de desejos são o mesmo pedido...
A verdade é que por mais que neguemos, todos somos movidos pelos mesmos sentimentos e anseios, mais cedo ou mais tarde a necessidade e estabilidade e de "um porto seguro" surge.

Hoje descobri que o "amor e uma cabana" não basta, é preciso muito mais que amor e muito mais que uma cabana. Quero realmente aquele porto seguro:

Que me acolhe e oferece tudo o que tem e mereço, sem nunca ter de me contentar com o que consegue

Que sabe que é o meu porto seguro, que é feliz assim e não tem medo de o ser

Que entende que o amor não é só o sentir mas sim uma luta que nunca termina

Que sente que o "amor e uma cabana" é muito pouco...

Serei eu uma pessoa exigente ou somente realista?

"Amor e uma cabana"? Não chega, quero muito mais!

Era uma vez...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Muse Resistance



O melhor concerto da minha vida!! Arrepio-me sempre que vejo isto...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso


Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.

Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.

Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.